Mobile First: Tudo Que Você Precisa Entender

O avanço tecnológico permitiu o acesso de praticamente tudo na palma da mão, com o auxílio dos tablets, celulares e smartphones. Nesse cenário, surge o mobile first, uma iniciativa voltada à elaboração de estratégias que assegurem uma interface responsiva e adequada à navegabilidade em dispositivos móveis.

Afinal, não se pode encarar os celulares e smartphones como opções secundárias de acesso à internet; ao contrário, é cada vez mais comum o uso dos dispositivos móveis para navegação online.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil já superou a marca de um smartphone por habitante, com mais de 220 milhões de aparelhos ativos. 

Cerca de 92% dos brasileiros utilizam celulares inteligentes com frequência, inclusive para fazer compras na internet e pesquisas online.

Ou seja, os dispositivos móveis já dominam todo o mundo e ultrapassam os computadores convencionais. 

Por conta disso, é fundamental a adoção do valor mobile – não só para websites, mas também em e-commerces, aplicativos, bem como estratégias de divulgação de Marketing Digital.

Mas afinal, o que é mobile first?

O mobile first consiste em um projeto que cria páginas na web, sites, aplicativos e e-commerces voltados primeiro para navegação em dispositivos móveis, para depois acrescentar adaptações para desktop e demais plataformas. 

Isto é, o mobile first trabalha de modo inverso do que ocorre na maioria dos sites, que são construídos primeiro para uso em computadores, depois para celulares.

Sendo assim, o mobile first é focado na arquitetura e no desenvolvimento de páginas da web, tendo como principal foco os dispositivos móveis. 

Assim, ao acessar o site de uma fábrica de caixas de papelão personalizadas SP, por exemplo, a programação será voltada especialmente para smartphones e tablets, ao invés de computadores e notebooks.

O mobile first tornou-se tendência nos últimos anos, especialmente com o aumento no número de dispositivos móveis em todo o mundo. 

O conceito foi desenvolvido nos anos de 2009 e 2010, pelo diretor do produto no Google, Luke Wroblewski.

Vale mesmo a pena investir em mobile first?

Fora o notável crescimento no número de celulares e smartphones, o tráfego de dados via mobile aumenta, em média, 50% ao ano. 

Por isso, é urgente pensar em um design e uma arquitetura voltada aos dispositivos móveis, para proporcionar uma experiência cada vez mais positiva para os usuários.

Afinal, imagine entrar em um e-commerce pelo celular para comprar papel de seda personalizado e ter uma navegabilidade lenta, ou só conseguir finalizar o negócio pelo computador? 

Provavelmente, o usuário não voltará a visitar a loja online, mesmo quando estiver na frente de um desktop.

Além disso, pensar em um design mobile first proporciona uma vantagem competitiva, principalmente no ambiente virtual, onde a concorrência é cada vez maior. 

Assim, empresas que adotam o conceito tendem a obter destaque no mercado e, consequentemente, alcançar um maior número de leads (potenciais clientes).

Vale dizer que as empresas que não investem em inovação estão fadadas ao esquecimento. 

Ainda mais em uma época de transformações cada vez mais rápidas e dinâmicas, baseada em revoluções tecnológicas e modernização de sistemas.

Sendo assim, em um mundo voltado aos dispositivos móveis, não dá pra imaginar a manutenção de estratégias antigas e planejamentos obsoletos em marketing. Daí a importância de conhecer mais sobre o Mobile First.

Neste artigo, vamos mostrar algumas dicas de como aplicar o Mobile First Index, para melhor ranqueamento no Google e, consequentemente, maior destaque no mercado digital.

Como aplicar o Google Mobile First Index para aumentar o tráfego no seu site

Mais do que desenvolver um design adaptado aos dispositivos móveis como prioridade, a estratégia mobile first também foca no melhor ranqueamento nos buscadores, em especial, o Google. 

Assim, quando um usuário busca por empresas de usinagem em SP pelo celular, poderá encontrar páginas de maior autoridade nos primeiros resultados de pesquisa.

Desde 2018, o próprio Google anunciou que o Mobile First Index passaria a ser implementado como parte da leitura dos robôs de ranqueamento. Assim, sites que seguem a tendência do mobile first teriam melhor indexação.

O objetivo do Google é que todas as páginas da web passem por um processo de transformação em sua arquitetura e, assim, possam reavaliar o design dos sites, bem como demais recursos de navegabilidade, para uma melhor versão mobile.

1. Aplique o SEO no mobile first index

Quem já utiliza o SEO (Search Engine Optimization) sabe a importância da técnica para ter um bom ranqueamento no Google. 

Basicamente, a estratégia consiste no uso de uma série de palavras-chave, em uma determinada quantidade de vezes, levando em conta os termos mais pesquisados no buscador.

Desse modo, quando um usuário digita no Google “Mfe Ceará” irá de deparar com as páginas na web que tratam sobre Módulos Fiscais Eletrônicos no Ceará, incluindo sites de pesquisa, portais de notícias e e-commerces.

Além disso, o SEO leva em conta outras estratégias, que também influenciam no algoritmo de ranqueamento do Google. São elas:

  • Crawling: os robôs rastreadores do Google;
  • Indexing: o armazenamento do banco de dados do Google;
  • Retrieval: a pesquisa dos usuários no buscador;
  • Ranking: o ranqueamento feito pelo algoritmo do Google.

Ou seja, antes de aparecer nos resultados de pesquisa, o site é indexado e só depois ele é recuperado durante uma busca. 

No caso do Mobile First Index, além da estratégia de palavra-chave, o Google também rastreia as páginas com melhor navegabilidade em dispositivos, bem como a compatibilidade em diversos tipos de aparelhos.

Quer dizer que não basta repetir várias vezes um termo, como toldo cortina, em um conteúdo que trata sobre coberturas, se a página não roda em dispositivos móveis. 

Isso compromete o ranqueamento e, consequentemente, o destaque do site.

2. Organize a estrutura do seu conteúdo para os dispositivos móveis

Não adianta nada projetar toda a arquitetura em mobile first, mas produzir conteúdos para o site voltados para desktop. 

Por exemplo, artigos textuais muito longos dificilmente são bons para ler no celular, ainda mais quando o conteúdo é corrido e com pouca interatividade.

Assim, ao invés de produzir uma matéria sobre o funcionamento da central de alarme de incêndio, pode ser interessante mesclar textos com vídeos, desde que o carregamento seja rápido, em um formato leve.

Sendo assim, o primeiro ponto a levar em consideração é a acessibilidade do usuário. Tenha certeza de que todo o material produzido roda na versão mobile. 

Além disso, não é recomendável ocultar conteúdo, somente com a intenção de adequá-lo às telas.

Posteriormente, concentre-se na questão da legibilidade. Afinal, ninguém gosta de se deparar com dificuldades de leitura, enquanto navega por uma página.

Desse modo, ao escrever um artigo sobre as vantagens do serviço de corte a laser, por exemplo, perceba se as letras não estão muito pequenas, comprometendo a visibilidade, ou muito grandes, dificultando a navegação pelo conteúdo.

3. Tenha um design responsivo

Pensar mobile first significa dar atenção a todos os dispositivos móveis, não somente aos smartphones, mesmo que os celulares inteligentes sejam os mais utilizados pelos usuários. 

Afinal, é possível encontrar pessoas que usam tablets, bem como demais aparelhos – sem contar os tradicionais computadores e notebooks.

Por conta disso, é importante que a página na web tenha um design responsivo, isto é, adaptado a todos os equipamentos com acesso à internet.

Assim, ao entrar em um site pelo celular, o usuário terá uma boa experiência de navegabilidade; o mesmo ocorre com a pessoa que navega pela página através de um notebook ou tablet.

Para ter um design responsivo, é fundamental optar por um layout flexível, capaz de se ajustar aos mais diferentes tamanhos de tela. O ideal, quando pensamos em mobile first, é iniciar o projeto do site para telas pequenas.

Além disso, outro ponto essencial para a manutenção da responsividade é o uso de imagens compactadas. 

Colocar fotos bonitas é ótimo para a experiência do usuário, mas de nada adianta se elas demoram para carregar, ou sequer abrem.

Por isso, é necessário compactar as imagens, em um tamanho suficiente para manter a qualidade e ter um bom tempo de carregamento.

4. Coloque botões em locais estratégicos

O site mobile não pode ter botões em espaços difíceis de serem tocados, já que grande parte das telas dos dispositivos móveis funciona por touchscreen

Nesse sentido, deve-se pensar em locais estratégicos para abrigar ícones, CTAs (Call to Action), bem como demais botões e ferramentas da página.

Se necessário, opte pelo uso de cores chamativas, textos objetivos e formatos padrões, para facilitar a identificação dos ícones e para direcionar ainda mais os usuários, evitando qualquer clique indevido nos botões.